O Memorial Meyer Filho é um local de espaçamentos, que tem como compromisso criar espaços ou intervalos neste tempo, que chamamos “contemporâneo”, provocando interrupções e dilatações, a cada montagem de exposição, a cada ação, a cada projeto pedagógico. De certa forma, estamos predispostos ao erro, à experimentações, à possibilidade de manipular as regras caducas que há em toda instituição. Não há editais, mas há pensamento curatorial que permite buracos e intervalos. Espaçamentos entre uma exposição e outra, que são vivenciados em projetos relâmpagos, de curtos períodos de tempo.

O MMF possui algumas regras, que também podem sofrer interrupções, como qualquer situação cotidiana. Há um exercício constante de ignorar olhares engessados e repetidos, mecânicos e condicionados a uma única forma de sentir ou perceber o outro, para que o Memorial possa atuar como um espaço arejado, que possibilite vivências e, sobretudo, seja um dispositivo para produção de reflexões críticas acerca da sociedade, da política e, em especial, da arte.

A preocupação em abrir o Memorial Meyer Filho para diversas gerações é importante para que ele não se torne um espaço de um grupo determinado de artistas mas, pelo contrário, possibilite contaminações, trocas e interlocuções entre vários grupos, dos artistas consagrados aos aspirantes e recém formados. Evitar a predominância de uma única linguagem é um dos propósitos, pois o Memorial não é um espaço de fotografia, ou de desenho, ou de instalação ou de novas mídias, mas um local que busca abrigar a arte nas suas mais variadas formas de suporte.

O espaço expositivo Memorial Meyer Filho foi cedido ao Instituto Meyer Filho em 2004 através do acordo de Cooperação Cultural firmado entre a Prefeitura Municipal de Florianópolis, a Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes e o Instituto Meyer Filho.

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